segunda-feira

Receita para esquecer um amor (não vale para o primeiro amor, só os que vierem depois)




Esta receita é indicada para quem acreditar que a tua felicidade não depende de ninguém.

PRIMEIRO DIA: Conte a todos, relembre tudo,pense a dois, chore muito e CRUCIFIQUE-SE mesmo.
SEGUNDO DIA: Seja o próprio muro das lamentações, chore mais um pouco e pense individualmente no que você merece...
TERCEIRO DIA: RESSUSCITE e sinta-se igual a Cristo (após o terceiro dia) em plena vida nova.
Aprenda que o melhor para você é sempre você mesmo.

sexta-feira

alma de estrela


Não queira um amor sufocado guardando ofensas para algum momento.
Queira só um lugarzinho no colo e no coração de alguém.
Seja tão aberta e verdadeira
que leve o outro a procurar falhas no teu caráter,
 mas não deixe de querer ser feliz.
Ilumine-se!
A sua dignidade deve ser maior
Não perca as qualidades do teu eu
não transfira os defeitos do teu ego.
Tenha amor a vida
sobretudo tenha alma de estrela.

quinta-feira

Escuta o vento...

Sopra suave o vento
Enquanto alguém perde tempo.
O vento galopa, baila e assovia
Leva, traz e não se angustia
Porque não vive em monotonia.

O vento brinca atrevido
No cabelo alinhado
No vestido rodado
Nas coisas que ligam o corpo à mente
No que está preso e não é semente

Escuta o vento...
Ele não diferencia a riqueza revelada
O prazer  de se abster ou de ter nada.
Quando furioso, leva barracos e mansões
Quando agradável acolhe incondicionais paixões.

O vento não se esconde atrás da inteligência ou do poder
E ao mesmo tempo também pode ser:
livre e controlador
intempestivo e destruidor.

E nunca diga quem és, se vai ou fica...
diga qual vento o trouxe, pois isso o identifica.
Riquezas  e Vaidades você adquire para usar
Pessoas e atitudes você pode conquistar.
Não inverta! Qual sentido há em  usar pessoas e conquistar valores?

Vento é como evento, passa...
Queira ou não ele é imparcial
E para ser bem natural
 Ou tão somente real
Ele também deixa registrado o que fazes

Escuta a voz do vento
E perguntas sempre aos teus: Que bons ventos os trazem?

sábado

Filó e Sofia


Homenagens
Para Antony Cals e Ir. Elisabeth Silveira- FILOSOFIA

Duas amigas eternas/ Duas sábias/ duas almas/com idéias afins/ sonhos a fio/ assim nenhuma estava só.

/ Filó ouvia Sofia/ que na mais doce harmonia/ transformava ideais em poesia. Se triste ficasse Sofia/ Filó logo sentia/ Se adoecesse Sofia/ Filó se compadecia. Um dia a visão de Filó/ começou a sombrear/ Sofia muito sofria/e prontamente prá outra, lia.

Mas se uma ficasse alegre/a outra também estava/ e enquanto uma pensava/ a outra também inventava/um jeito de estar adiante/ de um povo e de um tempo.

E não havia um instante/ que elas não inventassem/de procurar a essência/ de esperar com paciência/de buscar o tudo em nada/´de crer na veia poética/ de uma sociedade meio sem ética.

E assim ía/ a coragem e a ousadia/
das duas: Filó e Sofia fazendo FILOSOFIA.

quarta-feira

felicidade

Felicidade é um antídoto
que deveríamos tomar a conta-gotas
acontece que ao senti-la
engolimos o vidro inteiro
e nos extasiamos nos envenenando
ao ponto de acreditar
que ela depende do outro ou dos outros

sexta-feira

É...

Voce tem a brisa do mar quando acorda
a aspereza da areia quando trabalha
o barulho do vento à noite.
Você tem a inquietação de uma criança
A segurança de um direito
a ansiedade de um querer.
Você me satisfaz com um olhar
me seduz com um gesto
e me ganha com uma palavrinha...
Você nem sabe me ganhar
nem se preocupa em me perder
e muitas vezes me perde por não me olhar.
Você nem sabe
que eu faço festa prá sua chegada
que eu me dou tão inteiramente
que calço chinelos trocados
pago mico em restaurante
fico azeda e agridoce
sem querer nada
além de um colinho prá ninar

Cativa-me...



Nunca estive melhor do que quando optei por mim mesma
Contudo não desisti de estar com alguém.
Estar é diferente de ter
E muitas vezes nem deveria estar...nem me cativas para isso!
Nem come os versos que me alimentam...
Estou desgastada mesmo que transbordando de amor
De vontade de me dar.
Vivo a estupidez que me tira a rima e a poesia...
E me leva ao choro ou a embriaguês
para aliviar a culpa de ter me perdido
De estar querendo ir ali e ser feliz
sem causar nenhum problema,
sem matar o meu poema...